sábado, 22 de junho de 2019

Força pra seguir

Mesmo sem eira nem Beira
Mesmo perdendo as estribeiras
Força pra seguir em frente, sempre!

Viagem

Essa mariposa confeccionada pelo sonho que os deuses puderam dar aos homens, é de aço.  Sua leveza nos faz levitar pela altura da terra.
Ao subir as escadas, os homens cabeça de lua apresentam os assentos para que os tripulantes e viajantes do themp'o desfrutem (ou não) do que é a pós modernidade capital com seus pequenos sonhos burgueses.
Eis aí que começa a grande viagem, com um fogo cintilante pela parte de trás das asas Santos Dumont enamorou você, globo e céus. Pelos tons perdidos no cinza dessa triste cidade a nave mãe projeta sua velocidade arrebatadora, cortando os ventos e a nossa primitiva infância.
Sob esse olhar janelas estão projetadas aos filósofos que ainda não descobriram o sentido entre o céus, as estrelas e você mãe terra.
É com essa turbina de fogo que ultrapassa a distância, faz voar, para mim, na terra... Fazer voar É dançar.
Mas em conjunto uníssono essa máquina grande e barulhenta se torna silenciosa com as estrelas cadentes que beijam o céu. Meus olhos permanecem vidrados entre as luzes da terra e as luzes do céu, são constelações feitas pelos deuses nos céus, são constelações feitas pelos homens na terra.
Tudo isso parece tão óbvio aos olhos da ciência, mas o arrepio e a lágrima projetada em meu olho não pode vacilar com essa filosofia Hermética.
Se não sabes? Digo a tu!
Todas as coisas que estão no céu, estão na terra.
 Nuvem que pinta trevas com luzes que já não pertencem a terra, é ainda, as constelações em corpo nu, fazendo esse movimento interessante entre o ar e o éter.
Eu sou o corajoso e Valente desbravador desse universo, somente a lua poderia acalmar esse suor na minha testa que insiste em cair ao me redimir com a realidade fascinante desse sonho dado aos homens.
Só a física para explicar o teu vôo e teu retorno ao chão.
Mas só você, filosofia, para entregar a dúvida do mistério da criação.
Oh Terra! És tão bela!