Essa mariposa confeccionada pelo sonho que os deuses puderam dar aos homens, é de aço. Sua leveza nos faz levitar pela altura da terra.
Ao subir as escadas, os homens cabeça de lua apresentam os assentos para que os tripulantes e viajantes do themp'o desfrutem (ou não) do que é a pós modernidade capital com seus pequenos sonhos burgueses.
Eis aí que começa a grande viagem, com um fogo cintilante pela parte de trás das asas Santos Dumont enamorou você, globo e céus. Pelos tons perdidos no cinza dessa triste cidade a nave mãe projeta sua velocidade arrebatadora, cortando os ventos e a nossa primitiva infância.
Sob esse olhar janelas estão projetadas aos filósofos que ainda não descobriram o sentido entre o céus, as estrelas e você mãe terra.
É com essa turbina de fogo que ultrapassa a distância, faz voar, para mim, na terra... Fazer voar É dançar.
Mas em conjunto uníssono essa máquina grande e barulhenta se torna silenciosa com as estrelas cadentes que beijam o céu. Meus olhos permanecem vidrados entre as luzes da terra e as luzes do céu, são constelações feitas pelos deuses nos céus, são constelações feitas pelos homens na terra.
Tudo isso parece tão óbvio aos olhos da ciência, mas o arrepio e a lágrima projetada em meu olho não pode vacilar com essa filosofia Hermética.
Se não sabes? Digo a tu!
Todas as coisas que estão no céu, estão na terra.
Nuvem que pinta trevas com luzes que já não pertencem a terra, é ainda, as constelações em corpo nu, fazendo esse movimento interessante entre o ar e o éter.
Eu sou o corajoso e Valente desbravador desse universo, somente a lua poderia acalmar esse suor na minha testa que insiste em cair ao me redimir com a realidade fascinante desse sonho dado aos homens.
Só a física para explicar o teu vôo e teu retorno ao chão.
Mas só você, filosofia, para entregar a dúvida do mistério da criação.
Oh Terra! És tão bela!
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